“Histórias só são lembradas quando contadas,(...)

Então se transformam, deixam de ser contos ou palavras

E tomam ares de eternidade.”

sábado, 15 de março de 2014

Família D'Ambros

Orígem:  Seren Del Grappa - Belluno, Itália.

Seren del Grappa é uma comuna italiana da região do Vêneto, província de Belluno, com uma área de 62 km2.
Faz fronteira com Alano de Piave, Arsiè, Cismon del Grapa, Feltre, Fonzaso e Paderno del Grappa.
( Wikipédia).

A Itália, em 1875, quando os primeiros colonos emigraram para o Brasil e outros países, era um lugar sem esperanças e os italianos foram empurrados pelas necessidades econômicas e pelo desejo de realizar seus sonhos em terras além-mar.
Por outro lado, a imigração de que o Rio Grande do Sul seria a grande meta, processa-se entre os anos de 1875 e 1914 e era vista não apenas como uma colonização, mas também como um projeto de povoamento.
Estes povoadores vieram de vários países como Alemanha, Polônia, Portugal (Açores) e Itália.
Location of Seren del GrappaOs imigrantes italianos chegavam principalmente da Lombardia, Vêneto, Tirol, Trentino e Trento. Com poucas ferramentas e alguns pertences chegavam de barco até São Sebastião do Caí e, a partir dai, subiam a serra em carroças ou lombo de mulas até aos núcleos de colonização organizados na encosta superior do nordeste gaúcho: as Colônias Caxias, Dona Isabel e Conde D’Eu.
Há um grande vazio na história da colonização italiana no Rio Grande do Sul entre os anos 1875 a 1914, por falta de documentos e, embora se diga que os imigrantes eram homens sem instrução, um exame dos dados existentes mostra que a maioria eram alfabetizados e que jornais foram criados e circularam em locais como Nova Pádua, Nova Trento, Antonio Prado, Caixas, Garibaldi, Bento Gonçalves, Santa Maria, etc. Isso significa que havia quem soubesse redigir, organizar e liderar. O que ocorreu é que os imigrantes chefes de família já eram maduros por volta de 1875 e velhos em 1900. E seus filhos não encontraram escolas e nem ambiente cultural equiparados aos dos pais. Há, consequentemente, um empobrecimento cultural que atinge a segunda geração e se acentua ainda mais com a terceira, em torno de 1925.

O ramo da família Dambros a que pertenço são originários de Seren Del Grappa, Belluno, Itália. 
Emigraram para o Brasil a partir do porto francês Le Havre, a bordo do Vapor Ville de Santos, passando pelo canal da Mancha, cruzaram o Oceano Atlântico, aportando no Rio de Janeiro RJ, em 20 de maio de 1876.

Para acessar ao arquivo nacional e ver a relação de emigrantes a bordo do Vile de Santos, clique no indicativo abaixo.


























 Lista de passageiros do vapor Ville de Santos:
216 - Dambros, Giovanni    - 47 anos
217 -     "         Maria        - 40 anos
218 -     "         Giacomma - 16 anos
219 -     "         Giovanni    - 12 anos
220 -     "         Domenico  -   7 anos
221 -     "         Cyro         -   5 anos          

Alcançaram a Colônia de Caxias em 21/07/1876. 
Chegaram Giovanni Batista D’Ambros ( meu trisavô), a esposa Anna Maria Rosset e os filhos Giacomina, Giovanni D’Ambros (meu bisavô), Domênico e 
Cyro. 

















 Caxias do Sul, RS - Em torno de 1876.


Giovanni D’Ambros Filho casou em Caxias do Sul com Maria Fent, em 04 de julho de 1883 e formaram uma numerosa família: Ângela Antonia, Rosa Geovana, Maria Madalena, Mathilde Clementina, Bonfiglio, Serafim , Eugênio, Antonio, Emma, Agnese, Pierina, Pietro Romano, Josepha, Theresa, Virginia Vittoria, Annatalia, João Germano e Theodora.

Transcrevo abaixo parte da entrevista concedida pela irmã Maria Enilda à Marcia Dambroz Peixer.
A irmã Maria Enilda é a mais importante pesquisadora da família Dambros. E Marcia uma grande estudiosa dessa genealogia.








      Dados transcritos do livro Povoadores da Colônia Caxias, de Mario Gardelin e Rovílio Costa.

" Por mais que andemos pelo mundo sempre carregaremos as nossas raízes. Mas de tempos em tempos temos que regá-las."






































































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